
As vacinas estão entre as principais ferramentas de prevenção de doenças e ajudam a reduzir casos graves, internações e mortes por doenças imunopreveníveis. Mesmo assim, dúvidas e informações falsas sobre os imunizantes ainda podem fazer com que pessoas deixem de se vacinar, atrasem doses importantes ou não completem sua situação vacinal.
Para ajudar a população a identificar informações confiáveis, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo mantém o Vacina 100 Dúvidas ( https://www.vacina100duvidas.sp.gov.br/ ), plataforma que reúne respostas para as principais perguntas sobre vacinação. O conteúdo pode ser consultado por qualquer pessoa e aborda temas como segurança dos imunizantes, eventos adversos, atraso de doses, vacinação por faixa etária e proteção contra doenças.
A iniciativa ganha ainda mais relevância durante a Campanha de Multivacinação, que acontece nos 645 municípios paulistas até 1º de setembro. Neste sábado (22), será realizado o Dia D, uma oportunidade para que pais e responsáveis levem crianças e adolescentes menores de 15 anos a uma unidade de saúde para conferir a caderneta vacinal e atualizar as doses necessárias.
Durante a campanha, estão disponíveis as 20 vacinas previstas pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) para essa faixa etária. A lista inclui imunizantes contra poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, hepatites, meningites, pneumonia e HPV, além da BCG.
Vacina é perigosa?
Mito. As vacinas passam por diferentes fases de testes antes de serem aprovadas e continuam sendo acompanhadas mesmo depois de disponibilizadas à população. No Brasil, os imunizantes passam por avaliação da Anvisa e os lotes são submetidos a análises de controle de qualidade antes de serem liberados para uso.
Posso vacinar fora da idade prevista?
Verdade. Pessoas que estão com a vacinação atrasada devem ter o esquema iniciado ou completado, respeitando o calendário correspondente à faixa etária, os intervalos entre as doses e as recomendações específicas para cada vacina. A orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação da situação vacinal.
Quem toma vacina também pega a doença?
Verdade. Nenhuma vacina oferece proteção de 100% para todas as pessoas. A efetividade varia de acordo com o imunizante e com o próprio organismo. Mesmo quando uma pessoa vacinada contrai uma doença, a vacinação tende a reduzir o risco de formas graves e complicações.
O vírus inativado da vacina é perigoso?
Mito. Vacinas que utilizam vírus inativados, também chamados de vírus “mortos”, não têm capacidade de se multiplicar no organismo e causar a doença. Elas estimulam o sistema imunológico a produzir uma resposta de proteção.
A vacina contra a febre amarela é segura?
Verdade. A vacina contra a febre amarela é considerada segura e eficaz e oferece proteção de longa duração. Como todo imunizante, possui indicações e particularidades que devem ser observadas de acordo com a situação de cada pessoa.
Meninos também têm que se vacinar contra HPV?
Verdade. A vacinação contra o HPV é indicada para meninos e meninas. No calendário estadual, a vacina é recomendada para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, e o esquema para imunocompetentes nessa faixa etária passou a ser de uma dose em 2024.
A vacina contra HPV é segura?
Verdade. A vacina contra o HPV é segura e eficaz e ajuda a prevenir infecções relacionadas ao desenvolvimento de cânceres, incluindo o câncer do colo do útero.
A poliomielite não tinha acabado?
Mito. Embora não haja confirmação de casos de poliomielite no Estado de São Paulo desde 1988, ainda existem casos da doença em outros países. Por isso, enquanto a poliomielite não for completamente erradicada no mundo, todos os países permanecem sob risco de reintrodução. A manutenção de altas coberturas vacinais é fundamental para evitar a volta da doença.
A vacina contra a poliomielite é só gotinha?
Mito. Desde novembro de 2024, a vacina oral contra a poliomielite (VOP) deixou de ser utilizada no Brasil. O esquema de rotina passou a utilizar exclusivamente a vacina inativada contra a poliomielite (VIP), aplicada por injeção.
Tem que seguir o calendário de vacinação?
Verdade. O calendário estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações deve ser seguido para garantir a proteção individual e contribuir para a proteção coletiva. Quando uma pessoa deixa de receber uma vacina ou dose no período indicado, pode ficar mais vulnerável às doenças imunopreveníveis.
Dúvidas fazem parte da decisão de se vacinar. O mais importante é buscar respostas em fontes confiáveis e atualizadas, especialmente porque calendários e recomendações podem ser modificados de acordo com novas evidências e a situação epidemiológica.
O Vacina 100 Dúvidas reúne respostas para as principais perguntas sobre vacinação e é uma fonte oficial para quem busca informações confiáveis sobre imunização. A plataforma pode ser acessada gratuitamente para consultar as 100 dúvidas mais frequentes da população sobre vacinas, segurança, calendário e prevenção de doenças. Acesse: www.vacina100duvidas.sp.gov.br
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