
Mais de R$ 259 milhões serão investidos neste ano em modalidades olímpicas no País, segundo a diretora-financeira do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Isabela Duran. A entidade apresentou os planos e programas para os Jogos Olímpicos de Paris 2024, em audiência pública promovida pela Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados na quarta-feira (26).
De acordo com o diretor de alto rendimento do COB, Ney Wilson, a preparação começou em 2019. A expectativa é que de 300 a 350 atletas representem o País nos Jogos do ano que vem.
O dirigente acrescentou que o comitê já está em contato com a Embaixada do Brasil na França para conseguir suporte em caso de adversidades e explicou que será dada a mesma assistência a todos os atletas e equipes, independentemente de onde estiverem. As competições de surfe, por exemplo, ocorrerão no Taiti, uma ilha francesa que fica na Oceania.
Atendimento multidisciplinar
Gerente-executivo de jogos e operações internacionais e alto rendimento do COB, Sebástian Pereira lembrou que, quando se fala de esporte, além do atleta, são essenciais uma boa infraestrutura e uma equipe multidisciplinar, com treinadores, fisioterapeutas, médicos e psicólogos.
“O desempenho olímpico do Brasil vem melhorando gradativamente dentro desse formato de trabalho que a gente vem realizando, que é o acompanhamento diário e direto de cada atleta, treinador e projeto esportivo”, comentou.
Autor do requerimento para realização do debate na Câmara, o deputado Delegado da Cunha (PP-SP) salientou que o País atingiu seu recorde histórico de medalhas nas Olimpíadas de Tóquio, em 2021, com um total de 21 medalhas, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze.
Transparência
Presidente da Comissão do Esporte, o deputado Luiz Lima (PL-RJ) disse que luta para aumentar o orçamento do setor e destacou que o Comitê Olímpico Brasileiro tem uma responsabilidade enorme com os recursos recebidos, uma vez que também recebe investimento da sociedade civil, por meio das loterias.
“Quem sustenta o COB são apostadores de loteria. O orçamento total da entidade, de mais de R$ 400 milhões, vem de pessoas que ganham dois salários mínimos. São essas pessoas que investem no esporte do Brasil”, apontou.
Campeão olímpico nos Jogos de Barcelona, em 1992, o ex-judoca Rogério Sampaio é diretor-executivo do Comitê Olímpico do Brasil. Segundo ele, o investimento em esporte ainda é baixo, recebendo o menor bolo dentro do Orçamento federal.
“Espero que, muito em breve, as federações estaduais possam também avançar na sua estrutura e ter mais recursos, que hoje pode ser não só por meio das loterias, mas também pela Lei de Incentivo ao Esporte”, afirmou.
Sampaio acrescentou que todo o trabalho realizado pelo comitê pode ser monitorado pelo site oficial da organização.
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