
De janeiro a março deste ano, o Disque 100 registrou 2.846 violações de direitos humanos contra povos indígenas, de acordo com levantamento do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao qual aAgência Brasilteve acesso.
Quatrocentas e trinta denúncias revelam que as violações ocorrem com etnias distintas. A maioria dos relatos - feitos de forma presencial - tratou da falta de atendimento médico, melhoria nas escolas, ausência de transporte e violência contra lideranças indígenas relacionadas à demarcação de territórios tradicionais e conflitos fundiários, segundo o ouvidor do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Bruno Renato Teixeira.
Nesta semana, o ministério tem promovido diversos encontros com povos indígenas que participam do Acampamento Terra Livre, em Brasília, para a coleta de relatos e denúncias por meio de escutas ativas.
De acordo com o ouvidor, em escutas ativas, os indígenas pediram proteção às lideranças que estão à frente da luta pela regularização de áreas. Líderes relatam que se sentem ameaçados. . “Algumas lideranças se sentem ameaçadas. Temos de fortalecer os programas de proteção executados pelo Ministério dos Direitos Humanos, em conjunto com os estados”, disse Bruno Teixeira.
Na semana passada, foram iniciadas negociações para ida de uma comissão interministerial a Mato Grosso do Sul, em razão de uma escalada de violência contra líderes guarani kaiowá. Recentemente, um grupo de indígenas foi preso após protestar contra a destinação de um terreno na cidade de Dourados para construção de condomínio de luxo. O grupo argumenta que a área é território indígena.
Uma comissão interministerial - em parceria com Procuradoria Geral da República em Mato Grosso do Sul e a Defensoria Pública da União e do Ministério Público Federal - deverá ir à região, em maio, para uma escuta ativa e traçar um diagnóstico da situação. Alguns dos órgãos federais envolvidos são os Ministérios da Saúde, da Justiça e Segurança Pública e dos Povos Indígenas.
O ouvidor Bruno Teixeira afirmou que a escuta visa identificar quais as políticas públicas que precisam ser implementadas na região e propor a instalação de uma câmara permanente de mediação de conflitos.
“É preciso um ambiente com mais tranquilidade para implementação das políticas públicas necessárias. Quanto mais célere for o processo de demarcação das áreas, mais rápida será a pacificação”, opinou.
Segundo ele, há ainda demandas para busca efetiva de soluções de conflitos no Maranhão e no Amazonas.
O serviço Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos dos mais variados grupos populacionais, como crianças, idosos, pessoas com deficiência e mulheres. Qualquer pessoa pode fazer a denúncia sem ter a identidade revelada.
Veja abaixo os canais de atendimento:
Disque 100: ligação telefônica gratuita fixa ou celular pelo número 100
WhatsApp: basta enviar uma mensagem para o número (61) 99611-0100.
Telegram: basta digitar “Direitoshumanosbrasil” na busca do aplicativo
APP SABE: ferramenta Interativa conectada diretamente ao Disque 100. Baixe o aplicativo no sistema Android: https://bit.ly/3sHQDt1 ou faça odownloaddo aplicativo no sistema iOS: https://apple.co/3LuRgNb
Site: digite no seu navegador www.gov.br/mdh/pt-br/ondh
Direitos Humanos Mais de 3 milhões com benefícios federais são bloqueados em bets
Direitos Humanos Lésbicas cobram saúde integral, trabalho digno e fim de violências
Direitos Humanos Rio de Janeiro tem a segunda maior população de rua do país
Direitos Humanos Entidades publicam carta em defesa da suspensão de lives no Discord
Direitos Humanos Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia Direitos Humanos Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online Pesquisa que traçou perfil de apostadoras no Brasil foi divulgada hoje
Direitos Humanos Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão Mín. 12° Máx. 25°