O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, disse nesta quinta-feira (25), que planeja uma política nacional para empresas privadas se comprometerem a combater o racismo e outras violações dos direitos humanos. Há um foco especial naquelas envolvidas no mercado esportivo profissional, depois dos ataques racistas sofridos pelo jogador Vini Jr. na Espanha.
Para o ministro, é preciso posicionamento mais contundente daqueles que movimentam a parte econômica do esporte. “O que cabe ao nosso ministério é pensar em políticas globais, que possam dar conta desse problema de maneira mais ampla. Uma das grandes questões que envolvem o Vini Jr. é a conivência com os atos racistas daqueles que organizam o futebol. Não foi a primeira vez, isso acontece há muito tempo”, disse ele durante uma conferência promovida pela Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro..
“O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania está planejando desde o início da gestão uma política nacional de direitos humanos para as empresas. Isso envolve um compromisso dos patrocinadores e das empresas de mídia de seguir certas regras e procedimentos que exijam um respeito aos direitos humanos por parte dos clubes, da torcida, dos fornecedores. É preciso que se crie uma política institucional”.
Segundo Silvio de Almeida, o fato de as grandes empresas investirem em negócios esportivos fora do Brasil permite que os compromissos assinados aqui tenham reflexos em outras partes do mundo.
“As empresas multinacionais têm políticas de direitos humanos que se aplicam em outros países que elas atuam. O que queremos fazer principalmente é que essas grandes empresas participem dessa construção da política nacional e possam influenciar toda a cadeia produtiva em que elas estão envolvidas”.
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