
Os 150 anos de nascimento de Alberto Santos Dumont, comemorados em 20 de julho, estão sendo homenageados com uma exposição no Salão Negro do Congresso Nacional. Conhecido como o Pai da Aviação, ele é um dos destaques do Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro, de onde vem o acervo para a mostra, feita em parceria com a Força Aérea Brasileira.
Uma das estrelas da exposição é a réplica, em tamanho natural, do avião Demoiselle, que começou a voar em 1907. De acordo com o historiador Maurício Inácio da Silva, do Museu Aeroespacial, ele era utilizado por Santos Dumont para visitar integrantes da alta sociedade parisiense, incluindo a princesa Isabel, que estava exilada na França.
“Uma aeronave muito prática, fácil, pequena, que decolava com facilidade e atingia 90 km/h. A autonomia é que não era muita, mas não tinha muita necessidade. Então, ele tinha um tanque pequeno de combustível, mas conseguia uns 15 minutos de voo, chegava onde desejava, lá ele reabastecia novamente, mas era uma aeronave fantástica, de fácil manuseio”, diz.
A mostra também tem miniaturas de balões e dirigíveis, além de uma linha do tempo com detalhes da vida de Santos Dumont, que nasceu em 1873 em Minas Gerais e morreu em 1932. Os fatos marcantes da trajetória do aviador também estão em painéis, fotos e vídeos. E há algumas vitrines com objetos pessoais, como polainas – peças do vestuário usadas por cima do sapato, para proteger os pés – além de um martelo e do famoso chapéu.
Sobre o chapéu, o historiador Maurício Inácio da Silva conta uma curiosidade.
“Quando ele estava fazendo um dos seus voos, houve um princípio de incêndio. E o que é que ele fez? Ele tirou o chapéu e tentou apagar esse incêndio. Conseguiu, teve sucesso, só que o chapéu ficou totalmente disforme. Ele botou na cabeça daquele jeito. Como era uma pessoa famosa na França, então todo mundo começou a usar o chapéu igual Santos Dumont estava usando. Um acidente trouxe um modismo para a época”.
A exposição comemorativa dos 150 anos de nascimento de Santos Dumont fica em cartaz no Salão Negro do Congresso Nacional até 30 de julho.
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