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Autismo transformado em negócio: clínicas de Limeira no centro de polêmica

O autismo virou produto de um mercado criminoso, em Limeira, interior de São Paulo. O esquema engana o SUS, lucrando milhões

03/07/2024 às 09h35
Por: REDAÇÃO Fonte: Diario de SP
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Autismo transformado em negócio: clínicas de Limeira no centro de polêmica

Um relatório que revela a ação criminosa de clínicas para tratamento do autismo foi apresentado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Rede de Pesquisa em Saúde Mental de Crianças e Adolescentes, aponta para uma ação de clínicas que usam autismo como "mercadoria", lesando o Serviço Único de Saúde. Limeira está no "esquema" com clínicas de impõem tratamentos e medicação sem comprovação científica de eficácia.

No setor público de saúde, o relatório denuncia o direcionamento financeiro de recursos, patrocinado por ações políticas neste sentido. O documento revela a criação de clínicas com atendimento exclusivo a pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que vai na contramão do proposto pelo setor público, que defende ação comunitária intersetorial. O escândalo não é exclusividade dos grandes centros, mas em cidades do interior, como é o caso de Limeira (região de Campinas).

GOLPE DE TERAPIAS
Uma das práticas comuns dessas clínicas, que lesa tanto o setor público quanto operadores de plano de saúde, consiste na indicação de número exagerado de terapias, marcando dezenas de sessões, que serão cobertas pelo plano. Em Limeira, as clínicas usam do mesmo expediente.

Em toda a abordagem sobre o problema, o documento mostra a expansão dessas clínicas que usam o autismo como negócio para ganhar muito dinheiro. Os ativistas especialistas condenam de forma veemente esse "mercado" descoberto. Para se ter uma ideia do quanto essas clínicas faturam, o autismo superou o tratamento de câncer.

Essa prática, além de lesar o serviço público, provoca impacto negativo nos planos de saúde que são obrigados a bancar tratamentos caros, pois as clínicas levam pacientes a tratamentos por tempo desnecessário, causando prejuízo aos planos de saúde. O caso chegou às mãos do presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), que negociou acordo entre as operadoras para que os contratos rescindidos, depois de investigações e decisões na Justiça, voltem a prestar o atendimento.

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