
Entidades ligadas ao jornalismo profissional manifestaram indignação após ataques virtuais e onda de desinformação dirigidos às jornalistas Gabriela Biló e Thaísa Oliveira, da Folha de S.Paulo , em função de reportagem sobre os atos antidemocráticos do dia 8 de janeiro de 2023.
Entre os ataques na internet, há uma insinuação de que as profissionais seriam "responsáveis" pela prisão de Débora Rodrigues dos Santos, acusada de participar dos atos golpistas e de pichar a frase "Perdeu, mané" na estátua A Justiça .
Dentro dessa falsa informação, há ilações de que as jornalistas teriam entregado registros fotográficos e outras informações para o Supremo Tribunal Federal (STF)
“Além de se tratar de uma desinformação, tal ilação revela o absoluto desconhecimento sobre o livre exercício profissional e sobre a tarefa jornalística de produzir registros de interesse público”, aponta nota assinada pelos sindicatos dos jornalistas profissionais do Distrito Federal (SJPDF), e de São Paulo (SJSP) e pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
Segundo o que argumentam as entidades, a condenada respondeu judicialmente por cinco crimes diferentes, incluindo tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e associação criminosa.
Débora é acusada ainda de vandalizar a estátua que representa a Justiça na Praça dos Três Poderes. A nota emitida considerou “intolerável que profissionais de imprensa sejam caluniados, convertidos em alvo de campanha difamatória e de tentativa de linchamento público por cumprirem aquilo que deles se espera em termos de exercício da profissão”.
As entidades apontam que é fundamental desestimular a cultura da violência contra jornalistas “por meio de uma ágil e justa responsabilização dos algozes, sem impunidade". Os representantes da categoria colocaram as assessorias jurídicas à disposição das profissionais.
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