
A jornalista Luciana Barreto, apresentadora do telejornal Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, denunciou à Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) os ataques racistas e ameaças que recebeu nas redes sociais da emissora e também em seus perfis pessoais. O depoimento e as provas foram apresentados na tarde desta sexta-feira (28) na delegacia.
Os autores dos ataques e ameaças poderão ser punidos civilmente (ação de dano moral) e criminalmente (racismo e injúria com motivo racial).
“Discurso de ódio nas redes sociais é meu objeto de estudo. Eu tenho um livro sobre isso, inclusive”, lembra Luciana.
“Hoje, no entanto, eu saí do campo da análise e do estudo e segui para uma frente igualmente importante, a denúncia. Nem todo mundo quer aprender com o letramento racial. Para esses, tem que haver a punição da lei.”
Para o advogado da jornalista, Fabiano Machado da Rosa, é fundamental a iniciativa de fazer a queixa na polícia.
“O cenário não muda porque as pessoas não denunciam. Mas pessoas públicas estão indo atrás dos seus direitos.”
Além da iniciativa particular da jornalista, os autores dos ataques poderão ser acionados pelas medidas judiciais já tomadas pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Luciana Barreto é autora do livro Discursos de ódio contra negros nas redes sociais (editora Pallas, 2023); e mestre em relações étnico-raciais. A apresentadora é ganhadora de diferentes prêmios e há mais de uma década é reconhecida uma Mulher Inspiradora (Think Olga).
Direitos Humanos Mais de 3 milhões com benefícios federais são bloqueados em bets
Direitos Humanos Lésbicas cobram saúde integral, trabalho digno e fim de violências
Direitos Humanos Rio de Janeiro tem a segunda maior população de rua do país
Direitos Humanos Entidades publicam carta em defesa da suspensão de lives no Discord
Direitos Humanos Terremoto: Brasil doará 10 toneladas de arroz à Colômbia Direitos Humanos Bets: quatro em cada dez mulheres apostam ou já apostaram online Pesquisa que traçou perfil de apostadoras no Brasil foi divulgada hoje
Direitos Humanos Em 13 anos, MG tirou 5,6 mil pessoas de trabalho análogo à escravidão