
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento nesta terça-feira (1º), destacou a missão oficial da Comissão de Direitos Humanos (CDH) ao arquipélago do Marajó, no Pará. A diligência, aprovada pela comissão, incluiu visitas às cidades de Breves e Anajás para investigar denúncias de abuso sexual e tráfico humano envolvendo crianças e adolescentes. Também participaram deputados federais e um deputado estadual. O grupo reuniu-se com representantes das redes de proteção à infância e às mulheres, além de autoridades locais e familiares de vítimas.
Durante a visita, Damares relatou que a comissão ouviu a mãe de Amanda, menina de 11 anos sequestrada, torturada e assassinada em Anajás. O corpo foi encontrado a menos de 150 metros da casa da família. Dois suspeitos foram condenados. Mas a senadora questionou se há mais envolvidos no crime e defendeu o acompanhamento do caso por parte do Senado.
O grupo também acompanhou a situação de Elisa, desaparecida aos dois anos de idade. A investigação foi reaberta por determinação do Ministério Público, após passar por três delegados. A mãe relatou ter sido ameaçada e agredida por supostos traficantes, que teriam apresentado uma foto da filha viva e exigido a entrega de outra criança como condição para devolvê-la. A imagem foi divulgada em um grupo de moradores e será submetida a perícia.
— Por que essa menininha está desaparecida? Desapareceu com dois anos de idade. Ela já está chegando aos quatro anos de vida e não se conclui a investigação. Por incrível que pareça, o primeiro delegado encerrou o caso. Já está no terceiro delegado — afirmou Damares.
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