
Em celebração ao Dia do Produtor Rural, comemorado nesta segunda-feira (7/7), o Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) , divulga o Catálogo de Produtos e Experiências Turísticas da Agricultura Familiar e Produtores Rurais – Ruralidade Viva.
A publicação apresenta um panorama das vivências e saberes do interior mineiro, reconhecendo o turismo rural como eixo estratégico da economia criativa e sustentável no estado.
Disponível para acesso gratuito no site da Emater-MG, o catálogo reúne produtos típicos e experiências que vão de visitas a queijarias e colheitas em lavouras de café a degustações, trilhas e oficinas de saberes tradicionais.
A proposta é conectar turistas, agentes do trade e consumidores a roteiros autênticos da vida no campo, promovendo a integração entre cultura, turismo, agricultura familiar e meio ambiente.
Minas Gerais se consolida como o segundo maior destino brasileiro em turismo rural, com destaque para experiências ligadas à Cozinha Mineira – como os modos de fazer do Queijo Minas Artesanal, reconhecidos como patrimônio cultural – e para regiões produtoras de café, cachaça, vinhos, doces e azeites.
“A ruralidade mineira é viva, generosa e profundamente cultural. Ao visitarmos essas regiões, não consumimos apenas produtos. Acessamos modos de vida que refletem a alma de Minas”, destaca o secretário de Estado de Cultura e Turismo, Leônidas de Oliveira.
Segundo dados da Emater-MG, mais de 5 mil famílias em todo o estado atuam diretamente com atividades ligadas ao turismo rural, incluindo hospedagens, venda de produtos artesanais, roteiros gastronômicos e experiências imersivas. O impacto social, ambiental e econômico da atividade é significativo, promovendo a permanência das famílias no campo, a geração de emprego e o fortalecimento da identidade local.
Um dos exemplos citados pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Garcia, é a Rota Terroir Vertentes, na região de São João del-Rei. O roteiro reúne produtores de queijo, doces, cachaça e artesanato, que recebem turistas em suas propriedades. “Em muitos casos, as experiências turísticas já superam em retorno à atividade produtiva tradicional, como a fabricação de queijos”, observa.
Além do Caminho dos Diamantes e do Circuito das Águas – regiões que associam turismo histórico, gastronômico e terapêutico –, o Catálogo Ruralidade Viva busca mapear e dar visibilidade a novas iniciativas pelo estado, contribuindo para a diversificação da oferta turística e a valorização da agricultura familiar.
“O turismo rural é um ativo estratégico de Minas Gerais. Ele protege paisagens culturais, fortalece a economia e preserva saberes ancestrais. A cada queijo, café ou doce, conta-se uma história; e é isso que nos torna um destino único”, acrescenta o secretário Leônidas de Oliveira.
A publicação também valoriza propriedades que adotam práticas sustentáveis e oferecem ao visitante uma oportunidade de reconexão com a terra. “Essa é uma agenda do futuro. Estamos diante de uma forma de turismo que integra tradição e inovação, com impactos reais na qualidade de vida das comunidades”, completa Oliveira.
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