
Em pronunciamento nesta terça-feira (12), o senador Paulo Paim (PT-RS) informou que Brasil e China assinaram acordo para ampliar a cooperação econômica, logística e tecnológica. O memorando foi formalizado pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e pelo vice-ministro da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China,Wang Changlin. Segundo Paim, a iniciativa busca fortalecer a atuação de governos, melhorar a qualidade de vida e reduzir desigualdades regionais.
— Algumas áreas de interesse já estão definidas: o incentivo à inovação regional, melhor distribuição das atividades produtivas, governança ecológica de biomas e bacias hidrográficas. E um ponto muito importante: o acordo também abre espaço para ampliar o comércio de produtos bioeconomia brasileira — afirmou.
O senador destacou também tratativas entre Brasil e a China para criar um protocolo de certificação de carne e soja com selos ambientais reconhecidos pelos dois países, como “carne, carbono neutro e, soja de baixo carbono”. O objetivo é estabelecer mecanismos de rastreamento e certificações mútuas para ampliar exportações.
— A carne bovina é central nessas negociações, tanto pelo peso nas nossas exportações, quanto pela preocupação ambiental, especialmente com as emissões de metano e uso da terra. Para ter uma ideia, em 2024, a China comprou 51,3% de toda a carne exportada pelo Brasil, os Estados Unidos, que eram o segundo maior comprador, ficaram com 8,1%. Já em julho deste ano, antes da aplicação do chamado tarifaço, a participação chinesa subiu para 57%, enquanto a dos Estados Unidos caiu para 4,7%, sendo ultrapassada ainda pelo México, que ficou com 4,8% — disse.
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