Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (20), o senador Rogerio Marinho (PL-RN) destacou a eleição do senador Carlos Viana (Podemos-MG) para a presidência da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e a escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL) como relator desse colegiado.
A CPMI terá 180 dias para investigar os descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O parlamentar afirmou que espera uma condução responsável dos trabalhos, com responsabilidade e imparcialidade.
— Eu acho que todas essas descobertas, que estão acontecendo de forma pontual, precisam ser levantadas, apontadas, e quem deu causa tem que pagar, tem que ser identificado, tem que ser responsabilizado, principalmente quem enriqueceu ilicitamente às custas do erário público e dos aposentados — disse.
O senador lembrou que auditorias realizadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) indicaram que cerca de 98% dos aposentados não tinham conhecimento dos descontos feitos em seus benefícios. O parlamentar também criticou a forma como o governo federal lida com as irregularidades e acusou sindicatos e federações de se beneficiarem com o aumento das associações credenciadas no INSS após a perda de receitas com o imposto sindical.
— Nós estamos diante de um caso que desnuda a república sindical brasileira. Porque é evidente que os sindicatos, principalmente as federações de sindicatos, quando sentiram que secou a fonte, do imposto obrigatório, correram para fazer associações, e essas associações se credenciaram no INSS. E nós estamos a ponto de descobrir esse mistério e de mostrar à sociedade, com transparência, a máfia que se incrustou em desfavor dos aposentados brasileiros — afirmou.
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