
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, disse que governo federal atua para que até o fim deste ano todos os estados tenham secretarias de Políticas para as Mulheres. Em julho, o Rio Grande do Sul anunciou a recriação da secretaria extinta em 2015, após articulação do movimento social e atuação do Parlamento local.
Os estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Roraima ainda não contam com a representação voltada à proteção das mulheres e à promoção da igualdade de gênero . “Temos que criar essas secretarias, e a ideia é que a gente tenha todos os estados com as secretarias estaduais até o fim do ano”, disse em entrevista à Agência Brasil .
Sobre a 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres (5ª CNPM), a ministra destacou que as participantes priorizaram a implantação do Sistema Nacional de Política para as Mulheres , a exemplo do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e do Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan). “As mulheres reivindicaram um sistema para que não seja para cada estado fazer o que quer, da forma como quer.”
Márcia Lopes explicou que, se o sistema for criado por lei, todos os estados deverão ter um órgão gestor, fundos públicos, órgãos de controle social, como os conselhos de direitos da mulher estaduais e municípios, e com garantias.
“[Se criado] será uma instituição oficial, formal, de uma política pública de Estado, independente de mandatos, de governos, ela tem que permanecer. Isso é um avanço e uma deliberação muito importante de ontem.”
Ao fim da conferência, o Ministério das Mulheres assinou o acordo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Defensoria Pública para intensificar as ações de enfrentamento à violência contra as mulheres , dentro das casas da Mulher Brasileira, além de ampliar os recursos do Fundo Nacional de Justiça para a construção das novas unidades do programa . “Vamos intensificar o debate em relação à violência contra a mulher."
A ministra lembrou que existe também uma grande demanda pela ampliação do número de delegacias especializadas no atendimento à mulher.
Marcia Lopes ainda assinou um acordo de cooperação técnica com os Correios , para a realização de ações de enfrentamento à violência contra as mulheres e divulgação do Ligue 180. O serviço de utilidade pública do governo federal recebe denúncias de violações contra as mulheres e encaminha o conteúdo dos relatos aos órgãos competentes, monitorando o andamento dos processos.
O aplicativo dos Correios já tem conexão direta via WhatsApp ou ligação para o Ligue 180. A funcionalidade possibilita que as mulheres em situação de violência possam pedir ajuda por meio do app, sem chamar a atenção do agressor.
Outro acordo, firmado com o Ministério da Pesca e Aquicultura, destina R$ 10 milhões para beneficiar pescadoras artesanais e marisqueiras . “Esse recurso é para a formação, organização das cooperativas das mulheres pescadoras. Elas são fundamentais na economia local”, destacou a ministra.
Durante a entrevista ao programa Bom Dia, Ministra , produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Comunicação ( EBC ), a ministra Márcia Lopes destacou que nos momentos finais da 5ª CNPM foi manifestado o repúdio ao racismo e ao preconceito ou ódio direcionado a pessoas transgênero.
"Nesta conferência, nós manifestamos, por meio de cartas, o compromisso ético e político em relação ao racismo, à transfobia e a todos os processos que geram e reproduzem o preconceito, o machismo e a discriminação."
A ministra destacou que sua pasta apoia a realização da Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver. O ato político será protagonizado por mulheres negras, em 25 de novembro, na capital federal.
Direitos Humanos Saúde cria comitê para reduzir morte materna e infantil indígena
Direitos Humanos Governo anuncia R$ 130 milhões em apoio à população em situação de rua Direitos Humanos Censo da população em situação de rua será feito em cinco capitais Levantamento estatístico inédito será realizado pelo IBGE
Direitos Humanos Governo fará 1º Censo da População em Situação de Rua em 5 capitais
Direitos Humanos Antes estigmatizado, Pajubá guarda memória da resistência LGBTQIA+
Direitos Humanos Tratamento de esgoto atenderá 270 mil moradores da Baixada Fluminense
Direitos Humanos Cubanos superam venezuelanos em pedidos de refúgio no Brasil em 2025
Direitos Humanos Dia Mundial do Refugiado: pedidos de asilo sobem 11% no Brasil em 2025 Mín. 12° Máx. 16°