
O Senado aprovou nesta terça-feira (21) o Projeto de Lei (PL) 4719/2020 que isenta do pagamento de diversos tributos as doações de medicamentos à União, aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios, às santas casas de misericórdia, à Cruz Vermelha Brasileira e a entidades beneficentes da assistência social. O texto segue para a Câmara dos Deputados.
Uma emenda aprovada pelos senadores ampliou o rol de organizações que também poderão se beneficiar da medida. Agora, as Organizações Sociais, Organizações da Sociedade Civil e as Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público poderão receber as medicações.
Pela proposta, a doação de medicamentos fica isenta dos pagamentos da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Além disso, os medicamentos doados devem ter, no mínimo, seis meses de validade. Os remédios doados não poderão ter finalidade lucrativa e deverão ser usado em atividades assistenciais.
As doações não poderão ser realizadas para pessoas físicas , e o controle e a fiscalização das doações de medicamentos beneficiadas com a isenção do projeto ocorrerão segundo regulamento a ser editado pela Secretaria Especial da Receita Federal, do Ministério da Fazenda.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
De acordo com o Conselho Federal de Farmácia, aproximadamente 14 mil toneladas de medicamentos deixam de ser utilizadas anualmente no Brasil, sendo descartadas, em grande parte, de forma inadequada.
O relator do projeto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Fernando Farias (MDB-AL), disse que, além de esse descarte representar um passivo ambiental, com risco de contaminação de solos, rios e lençóis freáticos, o projeto vai beneficiar as populações vulneráveis com segurança.
"O projeto atua exatamente nesse ponto, ao prever que os medicamentos só poderão ser doados quando houver prazo remanescente de validade”, pontuou.
Farias lembrou ainda que assistência farmacêutica é componente essencial da atenção integral à saúde.
“Os medicamentos cumprem papel central na recuperação dos pacientes, mas apresentam riscos quando utilizados de forma incorreta ou quando sua qualidade está comprometida. Nesse sentido, a correta gestão de estoques e a destinação social dos excedentes se tornam instrumentos de política pública fundamentais para reduzir desperdícios e ampliar o acesso”, concluiu.
Saúde São Paulo chega a 26 casos de sarampo em 2026 Saúde Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa Maioria dos fumantes mantêm outros hábitos prejudiciais à saúde
Saúde Saúde estende atuação de 676 médicos especialistas no SUS Saúde Febre do Nilo Ocidental: não há motivo para pânico, diz médico Segundo infectologista, menos de 1% dos casos evolui para forma grave
Saúde Organização lança no Brasil movimento Um Dia sem Internet
Saúde Anvisa aprova segundo genérico de semaglutida em caneta injetável Saúde SUS: mulheres em situação de violência têm teleatendimento psicológico Serão 100 mil consultas por mês; cadastro é feito pelo Meu SUS Digital Saúde Saiba os sintomas e os tratamentos para a febre do Nilo Ocidental Medida preventiva é evitar a reprodução e a picada de pernilongos Mín. 17° Máx. 29°