
Os crimes de estupro, feminicídio e latrocínio caíram no mês de setembro na cidade de São Paulo, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do estado.
Os estupros tiveram queda de 8,2%, passando de 279 para 256 casos. A redução também ocorreu no acumulado do ano, entre janeiro e setembro, com 2.204 registros, ante 2.215 do ano anterior.
Já os feminicídios tiveram a redução de dois casos no mês de setembro, passando de 8 para 6. Em nove meses, foram 47 casos na capital paulista.
Os latrocínios — roubo seguido de morte — chegaram a 28 notificações até setembro. O número representa uma queda de 33,3% na análise com o mesmo recorte de 2024. Essa foi a segunda menor marca para o crime em 25 anos, ficando atrás apenas de 2007, que registrou 27 ocorrências. Em setembro foram dois casos de latrocínio, quatro a menos no comparativo.
Em relação aos homicídios, foram registrados 376 crimes até setembro e 50 no último mês, com dois casos a mais.
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A queda nos crimes é reflexo de ações desenvolvidas pelo Governo de São Paulo e a Secretaria da Segurança Pública no combate à violência sexual e doméstica, que fortaleceu políticas públicas voltadas à prevenção, investigação e assistência às vítimas.
Uma das ações foi a criação da Cabine Lilás, um serviço especializado da Polícia Militar para atender vítimas de violência doméstica. O atendimento realizado exclusivamente por uma policial feminina possibilita maior agilidade e acolhimento.
Outra iniciativa foi a criação do aplicativo SP Mulher Segura, que permite à vítima fazer várias ações de proteção sem sair de casa, como abrir um boletim de ocorrência, acionar viaturas policiais ou o botão do pânico, caso o agressor ultrapasse o perímetro determinado pela Justiça.
Na capital paulista, agressores de mulheres também são monitorados por tornozeleiras eletrônicas. Em dois anos de projeto, foram 70 prisões por descumprimento de medidas protetivas relacionadas à violência doméstica.
Atualmente, o estado conta com 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDM), com 18 funcionando 24 horas por dia, e 170 salas instaladas estrategicamente nos plantões policiais, o que possibilita que a vítima seja atendida por videoconferência por uma equipe especializada.
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