
Com 150 publicações e mais de 11 mil citações em revistas indexadas, a ecóloga Giselda Durigan, do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) da Secretaria do Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), voltou a figurar entre os cientistas mais influentes do mundo. Esta é a quinta vez que a pesquisadora integra o ranking internacional da Research.com, organizado por especialistas da Universidade de Stanford (EUA) em parceria com a Editora Elsevier. Ela já havia sido reconhecida em 2020, 2021, 2022 e 2023.
A classificação é elaborada a partir do D-index (Discipline H-index), que considera exclusivamente publicações e citações dentro da área específica de atuação do pesquisador. Os dados são consolidados a partir das plataformas OpenAlex e CrossRef e passam por revisão manual para garantir aderência ao campo de estudo, levando em conta também prêmios e reconhecimentos adicionais.
No ranking de Ecologia e Evolução, o Brasil aparece em 10º lugar entre 185 países, com 165 pesquisadores listados. Nesse grupo, Durigan ocupa a 56ª posição no ranking nacional e a 3.508ª no ranking internacional. Entre os ecólogos brasileiros, está em 10º lugar, sendo a única mulher entre os 24 primeiros colocados. As informações têm como base o ano de 2024.
“Ter meu nome nessa lista comprova a relevância do trabalho de um cientista em sua área. Se outros pesquisadores citam minhas publicações, é porque meus estudos fazem diferença e ajudam a orientar novos rumos na ciência”, afirma Durigan. “Mas é essencial reconhecer que, sem a contribuição dos 55 pós-graduandos e pós-doutores que orientei, eu não teria chegado até aqui.”
Sobre a pesquisadora
Nascida em Maracaí, no oeste paulista, Giselda Durigan formou-se em Engenharia Florestal pela Universidade de São Paulo (USP), instituição onde também concluiu o Mestrado. Fez Doutorado em Biologia Vegetal na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado no Royal Botanic Garden, na Escócia.
Iniciou sua carreira no Instituto Florestal (IF), em 1984, e segue atuando no IPA. Também orienta alunos nos Programas de Pós-graduação da Unesp e da Unicamp e integra o Comitê de Assessoramento de Ecologia e Limnologia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Durigan é referência nos estudos sobre os efeitos do fogo e de sua supressão no Cerrado, além de atuar na restauração desse bioma. Atualmente, lidera o projeto temático Biota Campos, financiado pela Fapesp, voltado à ampliação do conhecimento sobre a biodiversidade dos campos naturais de São Paulo e estados vizinhos, oferecendo suporte científico para sua conservação e recuperação.
“As descobertas dos nossos estudos, muitos deles voltados à Ecologia Aplicada, buscam gerar mudanças não só na ciência, mas também nas políticas públicas e nas ações de conservação e restauração. Acredito que o impacto das minhas pesquisas vem desse caráter aplicado. O mundo espera da ciência soluções reais”, conclui.
De acordo com o ranking, os trabalhos mais frequentes de Durigan estão concentrados nas áreas de Ecologia (45,08%), Vegetação (23,77%) e Riqueza de espécies (22,95%).
São Paulo Educação premia 117,8 mil estudantes na terceira Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais
Geral Presos de PE fingem integrar facção para aplicar golpe do amor
São Paulo Helicóptero da PM intercepta aeronave com quase 300 kg de pasta base de cocaína no interior de SP
São Paulo Governo de São Paulo reforça pedido para economia de água durante período de estiagem de chuvas
São Paulo ‘Você percebe que pertence à sociedade’: Todas In-Rede, do Governo de SP, fortalece autonomia de mulheres com deficiência
São Paulo ‘Família do tráfico’ é presa no interior de SP
São Paulo Governo de SP atualiza mapa metropolitano com novas expansões da rede sobre trilhos
São Paulo Entenda como foi o processo de desestatização da Sabesp que vai permitir universalizar o saneamento básico em SP quatro anos antes da meta nacional
São Paulo Polícia de SP prende mulher suspeita de maus-tratos a animais na zona norte da capital Mín. 15° Máx. 26°