
A Receita Federal estima arrecadar R$ 200 bilhões este ano com a aposta em um modelo de “cobrança amigável”. Baseada na autorregularização de inadimplentes ocasionais e no endurecimento a devedores contumazes, a estratégia levou o Fisco a um recorde histórico de arrecadação em 2025.
Ao detalhar a arrecadação de 2025 na manhã desta quinta-feira (22), o secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a iniciativa marca uma mudança definitiva na atuação do órgão.
“O ano de 2026 vai ser um ano de mudança de paradigma e de postura da Receita Federal, deixando completamente a postura antiquada de um Fisco reativo e repressor para uma Receita que antecipa problemas, orienta os contribuintes e evita o litígio”, explicou.
A estratégia prioriza o diálogo, a orientação e o tratamento diferenciado conforme o perfil do contribuinte, com rigor concentrado nos devedores contumazes. De acordo com Barreirinhas, o objetivo é ampliar a arrecadação sem recorrer a disputas judiciais prolongadas.
“A cobrança amigável vem depois da inadimplência inicial, mas antes do litígio, interrompendo esse processo”, disse o secretário da Receita.
Anteriormente definida como uma diretriz pela Receita, a cobrança amigável foi incorporada à Lei Complementar 225 , sancionada no início do mês.
Em fevereiro de 2024, o governo enviou ao Congresso um projeto para beneficiar bons contribuintes . O Congresso, no entanto, aprovou em dezembro o projeto de lei complementar de autoria do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que instituiu a cobrança amigável e o combate aos devedores contumazes no Código de Defesa do Contribuinte.
O modelo se apoia em cinco pilares :
Arrecadação com cobrança amigável
A expectativa do Fisco é consolidar as novas diretrizes e alcançar R$ 200 bilhões este ano com a cobrança amigável.
Em relação aos maus pagadores, a Receita pretende endurecer a fiscalização dos contribuintes que usam a inadimplência como estratégia de negócio. Segundo o Fisco, poucas empresas se enquadram nessa categoria, mas devem bilhões ao governo.
Segundo a Receita, são classificadas como devedores contumazes :
Segundo Barreirinhas, o Fisco pretende enfrentar o setor de cigarros, que concentra os devedores contumazes. O secretário afirmou que a nova lei deve ampliar punições e coibir práticas recorrentes de sonegação.
“São recursos que deixam de ir para saúde, educação e previdência. Essa realidade precisa mudar”, disse.
Economia Cesta básica fica mais cara em 17 capitais brasileiras em junho
Economia FMI eleva projeção para PIB do Brasil, mas prevê desaceleração em 2027
Economia Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina para 32%
Economia Poupança: saques superam depósitos em R$ 39,3 bilhões no semestre
Economia Receita libera consulta a lote especial de cashback do IR nesta quarta
Economia Número de acidentes com a rede elétrica cresceu no Brasil em 2025 Economia Produção de veículos sobe 8,8% no primeiro semestre, diz Anfavea Expectativa do setor é de um crescimento de 12,1% em 2026 Mín. 12° Máx. 25°