
A Sabesp avança em sua estratégia de sustentabilidade e economia circular ao transformar o plástico descartado de hidrômetros substituídos em uma solução de alto impacto para o saneamento básico. A iniciativa, desenvolvida em parceria com a Tigre, líder em soluções para construção civil, infraestrutura e cuidado com a água, reaproveita a fração plástica dos medidores de água desativados para a produção do Biobob, um dispositivo que imobiliza e agrupa as bactérias responsáveis pelo tratamento do esgoto, otimizando o processo e ocupando muito menos espaço do que numa planta convencional.
Para a Sabesp, o projeto reforça o papel do saneamento como agente de transformação ambiental e social: “Com essa iniciativa, queremos promover ainda mais inovação e sustentabilidade neste setor. Afinal, além de reciclarmos um material que não seria mais utilizado, promovendo a economia circular, também estamos promovendo o tratamento de esgoto de maneira ainda mais efetiva e ocupando menor espaço, já que ele possui uma espuma interna onde as bactérias aderem ao invés de ficarem soltas na água, o que garante alto desempenho com baixa geração de energia”, afirma Gustavo Fehldberg, diretor-executivo de Compras e Serviços Corporativos da Sabesp.
A Tigre recolhe os componentes plásticos dos hidrômetros, como as cúpulas, turbinas e engrenagens, que são feitos de polipropileno. “A parceria com a Sabesp demonstra como a economia circular pode gerar valor real para o saneamento básico. Ao reaproveitarmos o polipropileno presente nos hidrômetros desativados e transformá-lo em matéria-prima para o Biobob, conseguimos fechar o ciclo dentro do próprio setor, reduzindo resíduos e ampliando a eficiência do tratamento de esgoto. É uma solução que une inovação, sustentabilidade e impacto social, ao contribuir para levar infraestrutura de saneamento a mais pessoas com menor consumo de energia e menor geração de lodo”, afirma Ewerton Garcia, diretor da Tigre Água e Efluentes (TAE).

O desafio técnico foi criar um processo para separar e purificar o plástico misto que compõe o medidor de água, transformando-o na matéria-prima do Biobob, fechando o ciclo dentro do próprio saneamento.
Para 2026, a previsão é manter a destinação de cerca de 1.000 toneladas por ano de hidrômetros para reciclagem, consolidando o projeto em escala industrial. Desse volume, estima-se a recuperação de aproximadamente 60 toneladas anuais de polipropileno, que passam a ser utilizadas na fabricação do Biobob. Por se tratar de uma peça leve e altamente tecnológica – com apenas 14 gramas – esse volume de plástico permite a produção de mais de 4,2 milhões de unidades por ano. Atualmente, o Biobob é utilizado na ETE Cabuçu, inaugurada ano passado em Guarulhos.
O impacto social é direto: o plástico recuperado dos hidrômetros em apenas um ano possibilita o tratamento de esgoto para uma cidade de cerca de 27 mil habitantes, como Bonito (MT).
São Paulo Justiça decreta prisão de dois suspeitos de participação em atentado contra tenente da PM de SP
São Paulo Instituto de Pesca de SP aposta no futuro sustentável da tilapicultura brasileira com menos antibióticos e mais prevenção
São Paulo Metrô, CPTM, Poupatempo e Bom Prato têm operação especial por causa do jogo do Brasil nesta segunda (29); confira
São Paulo CPTM terá operação especial para o jogo do Brasil nesta segunda-feira (29)
São Paulo Atividade física ao longo da vida reduz risco de depressão na velhice, mostra estudo
São Paulo Defesa Civil de São Paulo atua em área atingida pelo terremoto na Venezuela
São Paulo Exposição no Museu de Zoologia explora a grandiosidade da Amazônia a partir das pequenas espécies
São Paulo Bom Prato terá horário especial de funcionamento nesta segunda-feira (29) por causa do jogo da Seleção Brasileira
São Paulo Tecnologia baseada em fibras sintéticas recicladas permite produzir água potável a partir da umidade do ar Mín. 17° Máx. 25°