
O senador Izalci Lucas (PL-DF) comentou, em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (18), os indícios de irregularidades na negociação da compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O Banco Central vetou a operação em setembro do ano passado, e em novembro decretou a liquidação do Master.
Segundo o parlamentar, a análise de informações divulgadas recentemente aponta possíveis conexões entre agentes públicos, instituições financeiras e contratos no governo do Distrito Federal.
— Não existe isso de coincidência, na operação da compra do Banco Master pelo BRB. Na realidade, quanto mais pesquiso, mais percebo que foi criado um esquema no GDF — disse.
O senador relacionou o caso a operações financeiras envolvendo o aplicativo PicPay. Destacou convênios com o INSS e com o governo do Distrito Federal para antecipação de recursos a aposentados e servidores. Segundo ele, o modelo teria gerado cobranças de juros e taxas, além de possíveis irregularidades, como venda casada e exclusividade na prestação do serviço.
— O que parecia um benefício para os aposentados e servidores se transformou num pesadelo. Houve cobrança de juros abusivos, taxas e outras irregularidades que prejudicaram a população — afirmou.
Izalci criticou a proposta de venda de terrenos do Distrito Federal para cobrir o prejuízo do BRB com investimentos no Banco Master. O parlamentar informou que solicitou ao Ministério Público e ao Banco Central o bloqueio de bens dos envolvidos no caso.
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