![Investigação teve início há cerca de oito meses, após uma empresa procurar a polícia ao identificar o uso indevido de seus dados Foto: Divulgaç~]ao/Governo de SP](https://str1.lnmimg.net/img/2025/12/12/33b2dc038ba463a6f75ca05a4b2b2ad9.webp)
A Polícia Civil deflagrou nesta quarta-feira (9) uma operação contra uma quadrilha especializada em fraudes financeiras que causaram prejuízo milionário a empresas de diferentes setores. Ao todo, são cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Ribeirão Preto e Limeira, no interior paulista. A Justiça também determinou o bloqueio de quatro veículos adquiridos com recursos provenientes do esquema criminoso.
Policiais da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), identificaram uma estrutura criminosa sofisticada, que utilizava dados de empresas reais para aplicar golpes, principalmente em fornecedores dos ramos de agropecuária e de materiais de informática.
De acordo com a apuração, os criminosos criavam empresas fantasmas e utilizavam informações cadastrais legítimas para realizar compras de alto valor, com pagamento previsto em boletos de 30 a 60 dias. As mercadorias eram entregues antes da compensação, e o golpe só era descoberto posteriormente, quando os pagamentos não eram realizados.
“O grupo utilizava o nome e até o endereço eletrônico de empresas idôneas para realizar pedidos de itens de alto valor, como ar-condicionado, dispositivos eletrônicos e até empilhadeiras. As vítimas só percebiam quando começavam a receber cobranças por compras que nunca fizeram”, explicou o delegado Fernando David.

Ainda segundo o delegado, a investigação teve início há cerca de oito meses, após uma empresa procurar a polícia ao identificar o uso indevido de seus dados. A partir disso, foi possível mapear o funcionamento da organização criminosa.
“Eles utilizavam e-mails falsos e linhas telefônicas em nome de terceiros, além de estratégias para dificultar o rastreamento das mercadorias, como entregas em locais abertos e o uso de transportadoras por aplicativo. Com autorização judicial, conseguimos a quebra de sigilo telemático e identificar os pontos de origem dos acessos utilizados pelos golpistas”, detalhou.
As diligências apontaram endereços ligados à quadrilha nas duas cidades alvos da operação. Um dos principais investigados, de 29 anos, foi identificado como responsável pela coordenação do esquema. Até o momento, ele não foi localizado.
Nos imóveis, as equipes apreenderam documentos, cheques e equipamentos eletrônicos. A ocorrência foi registrada na 3ª DIG, que prossegue com as investigações para identificar outros envolvidos e possíveis vítimas.
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