
A Polícia Civil prendeu três integrantes de uma organização criminosa que chegou a movimentar cerca de R$ 400 mil por semana com o tráfico de drogas na região do Vale do Paraíba e litoral norte de São Paulo. As prisões ocorreram durante a Operação Cúpula Financeira, deflagrada nesta quarta-feira (14) pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 3.
Ao todo, foram expedidos seis mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão, cumpridos nas cidades de São José dos Campos, Guaratinguetá, Lorena, São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande. A ação mobilizou 42 policiais civis, com apoio de equipes das seccionais de Guaratinguetá e São Sebastião. Três alvos seguem foragidos.
O principal alvo da investigação foi localizado em um apartamento à beira-mar no litoral paulista. Ele é apontado como líder do núcleo financeiro da facção, responsável por manter a engrenagem operacional do bando, coordenando os recursos ilícitos e fazendo a gestão dos pontos de tráfico da região.
Os outros dois presos foram localizados em São Sebastião e Guaratinguetá. Um deles atuava como guardador e repassador dos valores arrecadados nos pontos de venda de drogas, com a função de concentrar e redistribuir o dinheiro dentro da estrutura criminosa. Já o outro exercia a função de recolher os valores diretamente nos pontos de tráfico sob sua responsabilidade, atuando na linha operacional do esquema.
A investigação teve início a partir da abordagem de uma mulher, que atuava como transportadora de valores do tráfico, responsável por levar dinheiro do litoral norte até São José dos Campos. Ela foi interceptada em fevereiro do ano passado por policiais da 1ª DIG, quando transportava cerca de R$ 7,8 mil em espécie com destino à cidade. A suspeita é um dos alvos da operação e segue sendo procurada.
Com o avanço das apurações, foi identificada uma estrutura criminosa organizada, estável e hierarquizada, voltada ao recolhimento, centralização e movimentação de valores oriundos do tráfico de drogas. No período entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, os investigadores identificaram movimentação média diária de aproximadamente R$ 60 mil em contas bancárias vinculadas ao grupo, com base em recibos e outros elementos de prova que reforçam a materialidade dos crimes e a habitualidade da atividade ilícita.
As diligências seguem em andamento com o objetivo de localizar os demais investigados e aprofundar a completa desarticulação da estrutura financeira ligada ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais na região.
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