
Uma nova etapa do programa SP Mobile devolveu, nesta segunda-feira (27), 383 celulares com registros de furto ou roubo aos proprietários no estado de São Paulo. A entrega foi realizada no Palácio da Polícia Civil, na região da Luz, no centro da capital, reunindo vítimas que conseguiram reaver os aparelhos após ações policiais e trabalho de inteligência.
Uma das vítimas restituída foi Vanusa Souza Silva, de 36 anos, que teve o celular furtado quando descia do ônibus, em julho do ano passado. Ela só percebeu que havia sido vítima quando chegou ao restaurante que estava indo para comemorar o aniversário. Vanusa conseguiu recuperar o celular após inserir o número de IMEI no registro do boletim de ocorrência. “Eu não esperava receber o meu celular de volta, fiquei muito surpresa e muito feliz com essa operação e com a devolução do meu celular”, disse.
Criado em 2025, o SP Mobile se consolidou como uma das principais ferramentas no enfrentamento aos crimes envolvendo celulares. O sistema cruza informações de boletins de ocorrência com dados fornecidos por operadoras de telefonia, identificando aparelhos com restrição criminal que voltam a ser ativados. A partir disso, a Polícia Civil consegue localizar os dispositivos, notificar os atuais usuários e promover a recuperação.
Desde a implantação, mais de 23,5 mil celulares foram recuperados em todo o estado. Desse total, cerca de 34% já foram devolvidos às vítimas — resultado que reforça o impacto da iniciativa tanto no combate ao furto e roubo quanto na desarticulação do mercado ilegal de receptação.
“Trabalhamos para trazer uma mensagem de esperança às pessoas e desestimular o comércio irregular de celulares. É gratificante ver o alívio de uma vítima que já não tinha esperanças e, graças ao programa, vive a felicidade de ter seu aparelho de volta. Essa alegria é o que dá sentido ao nosso trabalho”, afirmou o delegado Rodrigo Latif, responsável pelo programa.
A restituição dos aparelhos, no entanto, depende de uma etapa fundamental: o registro do boletim de ocorrência. A Polícia Civil orienta que vítimas de perda, furto ou roubo informem o número do IMEI — código único de identificação do celular — no momento do registro, seja presencialmente ou pela Delegacia Eletrônica. O dado é essencial para rastrear e comprovar a titularidade do aparelho.
Além disso, é recomendado solicitar o bloqueio imediato do chip e do IMEI junto à operadora, bem como alterar senhas bancárias e de redes sociais, reduzindo riscos de golpes e fraudes.
A recuperação dos dispositivos ocorre a partir de apreensões em operações policiais. Uma vez confirmada a titularidade, o dono é contatado para retirada do aparelho por meio do programa, que vem se destacando como uma estratégia eficiente para devolver bens às vítimas e enfraquecer a cadeia criminosa ligada ao comércio irregular de celulares.
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