
O interior de São Paulo registrou queda nos índices de homicídio doloso e latrocínio no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados apontam redução nos assassinatos e um recuo mais expressivo nos roubos seguidos de morte.
Entre janeiro e março, foram contabilizados 373 homicídios dolosos, quando há intenção de matar, contra 377 no mesmo período de 2025. Apenas em março, aconteceram 140 crimes nas cidades do interior paulista.
Na região de Campinas, os homicídios dolosos foram 11 crimes a menos no comparativo trimestral, passando de 56 para 45 ocorrências.
Segundo o diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 2 (Deinter 2), Osvaldo Diez Júnior, o resultado no trimestre reflete o trabalho contínuo das forças de segurança. “A redução está diretamente ligada à intensificação das investigações, ao mapeamento das áreas mais sensíveis e à atuação integrada entre as unidades policiais”, afirmou.
Os roubos seguidos de morte também recuaram no interior do estado. De janeiro a março, foram nove latrocínios, contra 16 no mesmo período de 2025. As quedas aconteceram nas regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba.
Os resultados são atribuídos ao fortalecimento das ações de inteligência, à integração entre as polícias e ao monitoramento constante dos indicadores criminais, que permitem direcionar operações para regiões e modalidades com maior incidência.
“A expressiva redução dos latrocínios no estado de São Paulo reflete o trabalho contínuo das forças de segurança, tanto na elucidação dos crimes quanto na rápida identificação e prisão dos autores. Esse esforço é fundamental para interromper ciclos de violência e evitar a reincidência”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Uma das iniciativas da Secretaria da Segurança Pública para a redução dos crimes contra a vida é o SPVida , programa que integra as forças de segurança na análise de ocorrências, considerando contexto, motivação, local e demais fatores envolvidos nos crimes.
Os dados são disponibilizados ao público e auxiliam as autoridades no planejamento de políticas públicas e no desenvolvimento de ações de prevenção aos latrocínios e homicídios.
Além disso, batalhões da Polícia Militar e delegacias contam com ferramentas e aplicativos que permitem o acompanhamento das análises criminais, contribuindo para o aprimoramento das estratégias de prevenção.
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