
O Governo de São Paulo segue com sua participação na São Paulo Innovation Week 2026, um dos principais eventos de tecnologia e inovação. Na quarta-feira (13), a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, apresentou as políticas paulistas de inclusão no mercado de trabalho. A jornada articula proteção social, qualificação profissional, empregabilidade e acesso a crédito. Com isso, o Estado promove autonomia a famílias em situação de vulnerabilidade.
O painel reuniu também José Roberto Paim Neto, diretor de tecnologia e Inovação do Gi Group Holding, e Tatiana Rhinow, diretora de Experiência com o Cliente Cogna Educação, enquanto a mediação foi de Daniela Mendes, superintendente geral do Instituto Jô Clemente.
Com o tema “Empregabilidade na Era da Inovação”, a apresentação da titular pasta posicionou o SuperAção SP como o destaque dessa estratégia e provocou uma reflexão sobre os limites do debate contemporâneo sobre inovação e desenvolvimento.
“Inovação vai muito além de tecnologia. É fazer política pública funcionar na vida real”, afirmou. “O cidadão em situação de vulnerabilidade não precisa apenas de uma vaga de emprego, ele precisa de um ponto de partida. Cabe ao Estado oferecer caminhos para a prosperidade, transformação e conquista. Reduzir a distância entre o talento e a oportunidade”, observa.
Ao longo da apresentação, a secretária Andrezza mostrou como o SuperAção SP se conecta a outros programas do Governo de São Paulo, formando uma rede de suporte articulada em diferentes frentes.

Na qualificação profissional, o Qualifica SP , lançado em março de 2023, alcançou, em três anos, a marca de mais de 1,5 milhão de vagas ofertadas em cursos gratuitos. O programa contempla modalidades para diferentes perfis entre jovens em busca do primeiro emprego, adultos em transição de carreira, pessoas com 60 anos ou mais e empreendedores em formação, além de oferecer mentoria e a possibilidade de crédito de até R$ 21 mil. Desde o lançamento, mais de 94 mil pessoas já se matricularam nos cursos.
O Caminho da Capacitação , iniciativa do Fundo Social São Paulo (FUSSP) , complementa essa oferta levando formação gratuita diretamente aos municípios por meio de carretas itinerantes. Desde o início do programa, cerca de 12 mil pessoas foram capacitadas em 255 municípios, percorrendo 14 das 16 regiões administrativas do Estado. Os cursos abrangem áreas como beleza e estética, tecnologia, gastronomia, moda, mecânica, manutenção, cuidados com animais e bem-estar, todos com foco na autonomia financeira e no incentivo ao empreendedorismo.
Para a inserção no mercado de trabalho, o Trampolim, plataforma lançada em julho de 2025 para conectar cidadãos e empresas, registra 22,3 mil vagas ofertadas, 43,6 mil cidadãos inscritos, 1,2 mil empresas cadastradas e a adesão de 610 municípios paulistas.
Integram ainda ao ecossistema o Banco do Povo, que oferece microcrédito acessível com juros abaixo do mercado para empreendedores formais e informais. Desde 2023, foram concedidos R$ 669,1 milhões em mais de 42 mil operações, e o Desenvolve SP, que atende micro e pequenos empresários com linhas de crédito estruturado para expansão dos negócios.
Completam o conjunto de ofertas aos cidadãos as Escolas de Qualificação, com mais de 74,3 mil vagas em cursos gratuitos e investimento superior a R$ 24,7 milhões; o CultSP Pro, maior programa do Brasil de formação e qualificação no setor cultural e criativo, que em 2025 reuniu 10 mil alunos em 353 cursos distribuídos por 168 municípios; e a Fábrica de Cultura 4.0, com mais de 2 milhões de pessoas atendidas em unidades voltadas a populações vulneráveis na Grande São Paulo e no Litoral.
Na frente do empreendedorismo formal, o Governo de São Paulo inovou ao trazer ferramentas de apoio à inclusão produtiva. O Facilita SP registrou 927 atividades dispensadas de burocracia para licenciamento e obteve a adesão dos 645 municípios do Estado, o que significa 100% de cobertura, garantindo mais transparência e celeridade para empresários e empreendedores. O programa Empreendedor Artesão, por sua vez, oferece formalização, qualificação e acesso ao crédito, com 1,4 mil artesãos certificados.
Ao apresentar esse ecossistema, a SEDS defende uma ampliação do conceito de inovação sem restringi-la as startups ou a inteligência artificial, mas reconhecendo-a também na forma como o poder público constrói soluções para problemas complexos e de longa data.
“Vulnerabilidade social não é uma estatística. É uma trajetória. E trajetórias complexas precisam de respostas igualmente sofisticadas”, disse a secretária. “O que São Paulo está fazendo é construir uma política pública que funciona como tecnologia social: com diagnóstico, acompanhamento individualizado e foco em resultado de longo prazo”, finaliza.
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