
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (28) fixar a competência da Corte para julgar a denúncia contra ex-servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acusados de vender sentenças.
Ontem (27), a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove servidores pelos crimes de organização criminosa, corrupção, violação de sigilo e exploração de prestígio.
Não há envolvimento de ministros do STJ no caso, mas o processo será julgado pelo Supremo em função de outras investigações conexas que seguem em sigilo e envolvem autoridades com foro privilegiado na Corte.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, servidores de gabinetes "exploraram indevidamente" o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos e vendiam as informações a terceiros.
Ao receber a denúncia da PGR, Zanin deu prazo de 15 dias para os advogados dos acusados se manifestarem. Em seguida, o ministro deverá marcar o julgamento que vai decidir se os denunciados vão virar réus.
Justiça Zanin manda investigar uso de IA para burlar sistema do STF
Justiça Fachin cobra manifestação da PGR sobre casos do INSS e Master
Justiça Conselho do MPF rejeita abertura de investigação contra Gonet
Justiça Conselho do MPF forma maioria para manter Gonet no caso Master
Justiça Conselho do MPF tem 3 votos para manter Gonet à frente do caso Master Mín. 19° Máx. 32°