
Um homem de 46 anos suspeito de aplicar golpes por meio da venda de produtos falsificados de marcas de luxo foi preso na segunda-feira (1°) durante um cumprimento de mandado de busca e apreensão no bairro Jardim São Paulo, na zona norte da capital paulista. De acordo com a Polícia Civil, ele teria feito ao menos 40 vítimas em todo o estado somente no ano passado.
As investigações conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí apontam que o suspeito se apresentava como representante de grifes renomadas e alegava estar retornando ao seu país de origem. Com esse argumento, afirmava precisar vender rapidamente as mercadorias para evitar custos tributários, oferecendo supostos produtos originais por valores muito abaixo dos praticados no mercado.
As apurações indicam ainda que os produtos eram adquiridos na região do Brás, na capital, e revendidos em postos de combustíveis e diretamente a clientes. De acordo com a corporação, há registros de que em alguns casos houve uso de violência contra as vítimas. Familiares do suspeito também estariam envolvidos no esquema.
Durante o cumprimento dos mandados em endereços da capital paulista e de Guarulhos, na Grande São Paulo, os policiais localizaram o investigado em seu apartamento no Jardim São Paulo.
No local também foi apreendido um veículo citado por diversas vítimas nos boletins de ocorrência registrados contra ele. Dentro do carro os agentes encontraram cartões de apresentação com um nome fictício, utilizados para dar credibilidade nas negociações.
Durante as diligências foram apreendidos 16 perfumes, 11 malas, sete óculos, nove canetas, cintos, uma carteira, um relógio, além de seis máquinas de cartão e um telefone celular.
Segundo a polícia, o homem já havia sido preso em flagrante por crime semelhante no fim de abril deste ano. Mesmo após obter liberdade mediante pagamento de fiança, ele teria continuado a comercializar os produtos falsificados, com pelo menos cinco novas ocorrências registradas em São José dos Campos, no interior paulista.
O caso foi registrado na DIG de Jundiaí como cumprimento de mandado de busca e apreensão, fraude no comércio, localização e apreensão de veículo e crime contra marca registrada.
Diante da reincidência e da continuidade da atividade criminosa, a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
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