
Agressores de mulheres em casos de violência doméstica e familiar, violência de gênero e outras formas de violência sexual poderão ter que usar tornozeleira eletrônica na cor rosa.
O parecer favorável ao Projeto de Lei 7.549/26, que institui a "tornozeleira rosa" no estado foi aprovado por unanimidade nesta quarta-feira (8) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
A norma trata sobre a identificação visual padronizada, na cor rosa, aplicada aos dispositivos de monitoramento eletrônico utilizados em medidas protetivas de urgência ou cautelares aplicadas a agressores de mulheres.
A medida abrange agressores em casos de violência doméstica e familiar, violência vicária, violência de gênero praticadas em relações afetivas, sociais ou institucionais e outras formas de violência sexual, assédio ou perseguição.
O texto seguirá para o plenário da Casa e poderá receber emendas dos deputados.
De acordo com o projeto de lei, a finalidade é facilitar o reconhecimento funcional do monitorado por agentes de segurança pública em ocorrências, inibir a reincidência em todas as formas de violência contra a mulher e fortalecer a segurança das vítimas e de suas redes de proteção.
A proposta também prevê determinações contra o uso vexatório do dispositivo. Fica vedada a divulgação da identidade do monitorado associada à marcação em meios de comunicação ou redes sociais sem finalidade legítima de segurança pública.
O agressor deverá receber, por escrito, orientação sobre seus direitos e sobre os canais de reclamação disponíveis.
Direitos Humanos Luta contra o racismo marca a 12ª Marcha das Mulheres Negras no Rio Direitos Humanos Página do TJRJ já teve 3,2 mil pedidos de medidas protetivas em 2026 Maria da Penha Virtual permite que mulheres no RJ peçam ajuda
Direitos Humanos Câmara aprova uso de indumentárias tradicionais em fotos de documentos
Direitos Humanos Pesquisa mostra persistência da violência contra crianças no país
Direitos Humanos Entenda o que é blackwashing e como o “antirracismo de aparência” atua
Direitos Humanos Francy Baniwa: "Quando um parente entra, estamos representados Mín. 13° Máx. 27°