
A unidade estadual de assistência materno-infantil abriga o Banco de Leite Humano Maria José Guardia Mattar, responsável pela coleta, processamento, controle de qualidade e distribuição do leite doado para bebês internados que, por diferentes motivos, não podem ser amamentados diretamente por suas mães.
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Além de garantir alimento seguro e de qualidade aos recém-nascidos, o Banco de Leite oferece atendimento especializado às mulheres que enfrentam dificuldades durante a amamentação, com orientações sobre a pega correta, manejo da lactação, prevenção de intercorrências e incentivo ao aleitamento materno.
“O leite humano é o alimento mais completo para o recém-nascido. Os bebês prematuros que recebem o leite da própria mãe ou leite humano pasteurizado apresentam recuperação mais rápida, menor tempo de internação e menor risco de complicações graves, como enterocolite necrosante, broncodisplasia pulmonar e retinopatia da prematuridade. Além disso, a amamentação protege contra infecções, favorece o desenvolvimento cognitivo e traz benefícios que acompanham a criança por toda a vida”, destaca a coordenadora do Banco de Leite Humano e Centro de Referência do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros, Andrea Penha Spinola.
Todo o leite humano doado passa por rigoroso controle de qualidade antes de ser destinado aos recém-nascidos. Após o cadastro e a avaliação das doadoras, o leite é coletado, armazenado, pasteurizado e submetido a análises microbiológicas que garantem sua segurança.
Segundo a especialista, todo o processo segue protocolos da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. “Após o cadastro e a avaliação da saúde da doadora, ela recebe orientações sobre a coleta e o armazenamento do leite em casa. O leite é levado ao Banco de Leite ou recolhido pela equipe, quando esse serviço está disponível. Na unidade, passa por seleção, pasteurização e análises microbiológicas antes de ser liberado para os recém-nascidos.”
O leite humano doado é destinado prioritariamente aos bebês prematuros, de baixo peso ou com condições clínicas que impedem a alimentação direta ao seio materno.
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“A prioridade é atender os recém-nascidos mais vulneráveis. O leite humano contribui para reduzir o tempo de internação, diminuir o risco de infecções e outras complicações, além de favorecer o desenvolvimento do intestino, da microbiota e do sistema nervoso”, explica Andrea.
Toda mulher saudável que esteja amamentando e produza leite em quantidade superior às necessidades do próprio bebê pode se tornar doadora.
As interessadas devem entrar em contato com o Banco de Leite Humano do Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros para receber orientações sobre o cadastro, a coleta e o armazenamento adequado do leite. Todo o processo é simples, seguro e o leite doado passa por rigoroso controle de qualidade antes de ser destinado aos recém-nascidos que mais precisam.
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