Sábado, 10 de Outubro de 2026
20°

Tempo nublado

Sorocaba, SP

Geral São Paulo

Onda de calor e tempo seco: veja como proteger crianças, idosos e animais

Altas temperaturas e baixa umidade aumentam o risco de desidratação, insolação e outros problemas de saúde; veja os cuidados recomendados para os d...

10/10/2026 às 08h38
Por: REDAÇÃO Fonte: Secom SP
Compartilhe:
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta que bebês, crianças e idosos tenham atenção especial durante as ondas de calor -
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta que bebês, crianças e idosos tenham atenção especial durante as ondas de calor -

Os períodos de calor intenso e baixa umidade do ar exigem atenção redobrada com a saúde, principalmente de crianças, idosos e animais. A combinação de temperaturas elevadas e tempo seco aumenta a perda de líquidos pelo organismo e pode favorecer quadros de desidratação, esgotamento pelo calor e insolação. Por isso, manter a hidratação, evitar a exposição direta ao sol nos horários mais quentes e permanecer em ambientes frescos estão entre as principais recomendações.

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) orienta que bebês, crianças e idosos tenham atenção especial durante as ondas de calor. Esses grupos podem apresentar maior dificuldade para regular a temperatura corporal e, em alguns casos, não perceber a sede com a mesma intensidade, aumentando o risco de desidratação.

LEIA TAMBÉM: Outubro Rosa: saiba como mulheres podem fazer mamografia gratuita pelo SUS em SP

Crianças

A hidratação deve ser reforçada durante os dias quentes. Bebês e crianças precisam receber líquidos com frequência, mesmo quando não demonstram sede. A água deve ser priorizada, e a alimentação pode incluir frutas e outros alimentos com maior quantidade de líquidos.

Também é importante evitar atividades físicas intensas e exposição prolongada ao sol nos horários de maior calor. Para atividades ao ar livre, a recomendação é escolher os períodos mais frescoss do dia, buscar locais com sombra e utilizar roupas leves e confortáveis.

Em ambientes escolares, durante uma onda de calor, a orientação é priorizar locais ventilados ou climatizados, garantir pontos de hidratação e flexibilizar atividades que exijam exposição ao calor quando houver risco à saúde.

Os responsáveis também devem observar alterações no comportamento da criança, como cansaço excessivo, irritabilidade, dor de cabeça, tontura, náusea, fraqueza ou sonolência.

Idosos

Pessoas com 65 anos ou mais também estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos do calor. A SES-SP destaca que idosos podem ter menor percepção de sede e dificuldade para regular a temperatura corporal, o que aumenta o risco de desidratação e estresse térmico.

A recomendação é oferecer líquidos com frequência, salvo quando houver contraindicação médica, e manter a pessoa em ambientes frescos, ventilados ou climatizados. Pessoas com doenças cardíacas, respiratórias, renais, diabetes, hipertensão ou outras condições crônicas precisam de atenção ainda maior.

Quem utiliza medicamentos de uso contínuo também deve manter o acompanhamento médico e não alterar doses ou suspender medicamentos por conta própria.

Durante os períodos mais quentes, é recomendado evitar exercícios e atividades que exijam esforço físico intenso. Quando houver necessidade de sair, o ideal é optar por horários de menor temperatura, utilizar roupas leves e proteger-se do sol.

LEIA TAMBÉM: Entenda como a Secretaria de Estado da Saúde monitora o aparecimento de casos de sarampo

Hidratação e alimentação

A hidratação deve ser mantida ao longo do dia, sem esperar o aparecimento da sede. A orientação do Governo de São Paulo é reforçar a ingestão de água, especialmente entre crianças e idosos. Para adultos, a SES-SP recomenda a ingestão de pelo menos dois litros de água por dia, ressalvadas situações em que exista orientação médica diferente.

As refeições também podem ser adaptadas nos dias de calor. Alimentos leves, como frutas, legumes e verduras, ajudam na hidratação e são mais fáceis de digerir. Já refeições muito gordurosas ou pesadas podem aumentar o desconforto durante períodos de temperaturas elevadas.

Bebidas alcoólicas devem ser evitadas, pois podem contribuir para a desidratação.

Evite a exposição ao calor

A recomendação é evitar exposição direta ao sol e atividades físicas intensas nos horários de temperaturas mais elevadas. O Ministério da Saúde orienta que, durante ondas de calor, atividades físicas intensas ou trabalhos pesados sejam evitados, sempre que possível, entre 10h e 16h.

Roupas leves, largas e de cores claras ajudam a facilitar a transpiração. Também é importante utilizar proteção solar adequada quando houver exposição ao sol.

Dentro de casa, a orientação é manter os ambientes frescos e ventilados. Sempre que possível, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado podem ser utilizados para reduzir a temperatura. Durante o dia, cortinas e persianas podem ajudar a diminuir a entrada de calor; à noite e nas primeiras horas da manhã, a abertura das janelas pode favorecer a circulação de ar mais fresco.

Atenção aos sinais de alerta

O calor excessivo pode provocar desde desconforto e desidratação até quadros mais graves. Entre os sinais de alerta estão sede intensa, fraqueza, tontura, dor de cabeça, cãibras, náuseas, vômitos e transpiração excessiva.

Em casos de insolação, a pessoa pode apresentar pele quente e seca, temperatura corporal elevada, confusão mental, perda de consciência e convulsões. A condição é uma emergência médica e exige atendimento imediato.

Ao identificar sinais de agravamento, a pessoa deve ser retirada do ambiente quente e levada para um local fresco, à sombra e ventilado. Em situações graves, é necessário procurar atendimento médico de emergência ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192.

Nunca deixe crianças, idosos ou qualquer outra pessoa dentro de veículos estacionados, mesmo por pouco tempo. A temperatura no interior do automóvel pode aumentar rapidamente e representar risco grave à saúde.

Cuidados com cães e gatos

Animais domésticos também precisam de atenção em climas quentes e secos – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo
Animais domésticos também precisam de atenção em climas quentes e secos – Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Os animais de estimação também sofrem com as altas temperaturas e podem desenvolver desidratação e hipertermia. Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) , cães e gatos devem ter acesso permanente a água fresca e a locais ventilados e protegidos do sol.

A água deve permanecer na sombra e ser trocada regularmente para evitar que fique aquecida. No caso dos gatos, disponibilizar mais de um recipiente pela casa e, quando possível, fontes de água corrente pode estimular a ingestão de líquidos.

Os passeios com cães devem ser realizados nos horários de temperaturas mais amenas, preferencialmente no início da manhã ou no fim do dia. Mesmo nesses períodos, é importante levar água para oferecer ao animal.

Nos horários de pico, o asfalto e outras superfícies podem atingir temperaturas muito elevadas e causar queimaduras nas patas. O calor também aumenta o risco de desidratação e hipertermia.

Nunca deixe o animal dentro do carro

Assim como ocorre com pessoas, animais não devem permanecer dentro de veículos estacionados. O ambiente pode aquecer rapidamente, mesmo quando as janelas estão parcialmente abertas.

O mesmo cuidado vale para casinhas, caixas de transporte e outros espaços que possam ficar expostos ao sol ou sem ventilação adequada. O animal precisa ter acesso a um ambiente fresco, ventilado e protegido do calor.

Animais idosos, com sobrepeso, doenças cardíacas ou respiratórias e cães de focinho curto, como pug e bulldog, exigem atenção redobrada, pois são mais suscetíveis à hipertermia.

Sinais de superaquecimento nos animais

Respiração muito acelerada ou ofegante, cansaço, prostração, salivação excessiva, alterações alimentares, vômitos, desmaios e convulsões podem indicar que o animal está sofrendo com o excesso de calor. Em casos graves, a hipertermia pode levar à morte.

Ao perceber sinais de superaquecimento, o animal deve ser retirado imediatamente do local quente e levado para atendimento veterinário. A avaliação profissional é especialmente importante quando houver alteração de consciência, dificuldade para respirar ou outros sinais graves.

Além da proteção contra o calor, o CRMV-SP recomenda manter os cuidados preventivos de rotina, como vacinação, vermifugação e controle de pulgas, carrapatos e outros parasitas.

Cuide de quem está por perto

Durante uma ondade calor, a atenção deve ser ampliada para pessoas que vivem sozinhas, especialmente idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. O Ministério da Saúde recomenda identificar quem pode estar mais vulnerável e oferecer apoio, verificando se há acesso a água e a um ambiente fresco.

A mesma atenção deve ser dada aos animais domésticos, que dependem dos tutores para ter acesso à água, sombra e condições adequadas de ventilação.

SES-SP orienta sobre cuidados durante ondas de calor

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo reforça que a hidratação, a redução da exposição ao sol e a permanência em ambientes frescos são medidas importantes para reduzir os riscos associados às altas temperaturas. Bebês, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos que precisam de atenção especial durante períodos de calor intenso.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Horóscopo
Áries
Touro
Gêmeos
Câncer
Leão
Virgem
Libra
Escorpião
Sagitário
Capricórnio
Aquário
Peixes