
A mudança da sede administrativa do Governo de São Paulo para o centro é percebida como positiva especialmente para o comércio local. Segundo pesquisa do Instituto Datafolha, 84% dos paulistanos avaliam que os comerciantes serão mais beneficiados com o projeto. Para 83%, os trabalhadores da região também devem ser favorecidos. O projeto do Governo de São Paulo tem leilão marcado para a próxima quinta-feira (26).
Quando considerada a cidade como um todo, 79% entendem que São Paulo tende a ganhar com a construção da nova sede no centro. Outros 17% avaliam que haverá mais prejuízos, enquanto 4% não opinaram.
A presença diária de cerca de 22 mil servidores no novo complexo deve ampliar a circulação de pessoas e fortalecer a atividade econômica da região central.
É o que aponta a pesquisa do Instituto Datafolha, em parceria com o Seade Opinião. O levantamento ouviu 1.564 pessoas, sendo 1.280 em toda a cidade de São Paulo e 284 moradores ou trabalhadores do entorno da área que abrigará a nova sede do Governo do Estado. A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 19 de novembro de 2025 e a margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, e de 6 pontos para moradores ou trabalhadores do entorno, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%.
O projeto do Novo Centro Administrativo, liderado pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e integrado ao Programa de Parcerias de Investimentos do Estado de São Paulo (PPI-SP), prevê a centralização da administração estadual em um único complexo de sete edifícios e dez torres, que reunirá aproximadamente 22 mil servidores atualmente espalhados em mais de 40 endereços pela capital.
O leilão da Parceria Público-Privada (PPP) do Novo Centro Administrativo Campos Elíseos está marcado para o dia 26 de fevereiro. A empresa será responsável pela construção e manutenção do espaço. A iniciativa, uma das maiores em desenvolvimento na capital paulista, vai reconfigurar estruturalmente a região central e modernizar a gestão pública.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, a iniciativa moderniza a gestão pública, reduz custos administrativos e fortalece a requalificação urbana do centro da capital, preservando o patrimônio histórico e ampliando serviços à população. Além de abrigar os servidores públicos, a nova estrutura contará com teatro, auditórios, salas multiuso e outros espaços.
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