
Enquanto o padre Rafael Silva Santos rezava uma missa, no domingo,30, em Botujuru, Campo Limpo Paulista, ladrões invadiram sua residência oficial e levaram vários objetos de uso religioso. Após descobrir que havia sido vítima de ladrões, o religioso confessou que estava com medo de retornar para a casa paroquial. Vários casos foram registrados nos primeiros meses deste ano.
A casa paroquial fica ao lado da igreja onde o padre estava e divide muro com a paróquia. Eles entraram pela horta que fica ao lado e pularam o muro. Na ação, levaram diversos objetos importantes para igreja.
O religioso estava abatido por saber dos objetos levados. "Levaram dois cálices. Para nós, católicos, é muito importante porque trazemos a espécie do sangue de Cristo, do vinho consagrado ali. O acessório que é usado no santíssimo sacramento aqui na nossa igreja, muitas pessoas vinham adorar a Jesus, também levaram a âmbula, o que levamos à comunhão. Depois, objetos de documento e dinheiro", disse o padre Rafael.
Não é a primeira vez que a igreja é assaltada. No começo desse ano, a capela que pertence à paróquia foi assaltada duas vezes em três dias. Os criminosos levaram diversos objetos. Até hoje ninguém foi identificado e nada foi recuperado.
O pároco relata que está com medo de voltar para a casa paroquial. Além disso, os frequentadores da igreja têm evitado ir às missas à noite, também por insegurança.
Uma das moradoras do bairro, que vive lá há 20 anos, foi assaltada pela primeira vez dentro de casa, no fim de março. Dois homens armados entraram no imóvel e levaram diversos objetos e dinheiro.
Desde o assalto, a família ainda não teve coragem de voltar para casa e continua em residência de parentes. O medo toma conta não só dessa família, mas também de outros moradores.
Os moradores afirmam que em pouco mais de um mês foram pelo menos quatro assaltos a residências e nem mesmo o padre da paróquia do bairro foi poupado pelos criminosos.
Em nota, a Polícia Militar disse que faz ronda diariamente no distrito e que vem intensificando o policiamento na região. Pede que a população denuncie - pelos números 181 e 190 - quando encontrar alguém com atitude suspeita no bairro e registre boletim de ocorrência em caso de crime.
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