
O sargento Claudio Henrique Frare Gouveia, de 53 anos, que matou o capitão Josias Justi e o sargento Roberto Silva, com tiros de fuzil, na 3ª Companhia da Polícia Militar em Salto (região de Sorocaba) teve sua prisão preventiva decretada pela Justiça Militar, após passar por audiência de custódia na tarde desta sexta,19. Ele e a esposa, também policial militar, são de Araçatuba, interior paulista, e foram transferido para Salto.
Claudio Gouveia foi preso em flagrante na última segunda,15, e teve a audiência de custódia adiada por duas vezes ao alegar problemas de saúde. Segundo colegas, o sargento apresenta problemas emocionais há algum tempo.
De acordo com o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, ele passou pela audiência nesta sexta, por volta das 14h. A decisão ocorreu por indício de autoria e materialidade.
O sargento Roberto Aparecido da Silva e o capitão Josias Justi da Conceição Junior, que era o comandante da PM na cidade, estavam na base quando foram atingidos pelos tiros e não resistiram aos ferimentos. Eles não tiveram nenhuma chance de defesa.
Logo após a tragédia, o sargento Gouveia se entregou e foi preso. Na madrugada de terça,16, ele foi levado para o Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. A unidade prisional é exclusiva para policiais militares.
O advogado de defesa do policial, Rogério Augusto Dini Duarte, informou que vai recorrer da decisão que mantém o atirador preso.
"A defesa entende que não estão presentes os requisitos da prisão preventiva conforme o artigo 255 do Código de Processo Penal Militar. Diante disso, a defesa entrará com recurso cabível para estar revogando a prisão preventiva", disse.
MOTIVO - Segundo o advogado do sargento investigado uma das motivações do crime foi uma mudança na escala de trabalho. Rogério Augusto Dini Duarte, disse que o capitão Josias trocou a escala do sargento para confrontar com a escala da esposa dele, que também é policial militar. O advogado ainda afirmou que o sargento estava sendo perseguido.
"Isso é um dos fatores, existem outros mais complicados. Ele estava passando por situações complicadas dentro do próprio batalhão, que não eram apenas com o capitão e com o sargento, e agiu por impulso decorrente das situações", afirmou Rogério. O casal de policiais que é de Araçatuba (SP) e estava morando em Salto, segundo Dini, tem dois têm filhos, sendo um deles ainda bebê.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a corregedoria da corporação acompanha a investigação do crime para esclarecer o caso."É com extremo pesar que a Polícia Militar informa que nesta segunda-feira (15), por volta das 9h, dois policiais militares foram atingidos por disparos de arma de fogo efetuados por um Sargento da Instituição por razões ainda a serem esclarecidas. O crime ocorreu nas dependências da 3ª Companhia do 50º Batalhão de Polícia Militar do Interior (50º BPM/I), situada na cidade de Salto. Infelizmente, as vítimas entraram em óbito. Todas as providências de Polícia Judiciária Militar estão em andamento neste momento e a Corregedoria da Instituição acompanha as apurações", diz a pasta.
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